quarta-feira, 14 de setembro de 2011

ASMA X APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO

Doenças respiratórias são comumente encontradas em pacientes que apresentam distúrbios do sono. Outros fatores, como obesidade, doença do refluxo gastroesofágico, distúrbios cardíacos e a asma também podem estar associados de uma forma complexa.

Sintomas noturnos estão presentes em mais de 70% dos pacientes asmáticos, a asma com o avanço do conhecimento científico demonstrou que ela compromete todo o sistema respiratório.


Alguns autores relatam que a Apnéia Obstrutiva do Sono (AOS) e a asma, estão relacionados, mas ainda necessita-se de mais estudos para a confirmação dessa relação. O que se observa é que essas duas patologias parecem ter uma relação muito significativa, pois em ambas ocorrem a obstrução das vias aéreas e a ocorrência de um processo inflamatório (um fato recentemente observado na AOS).

Com essa possível inter-relação entre a asma e a AOS, estudos sugerem que os pacientes devem ser avaliados caso a caso. A suspeita da AOS deve ser feita para aqueles pacientes obesos, hipertensos, hiper-sonolentos e roncadores, nesses pacientes as manifestações da asma são mais severas. O ideal é que esses indivíduos sejam atendidos por equipes multidisciplinares para sua melhor compreensão.

Em alguns estudos o tratamento com o CPAP levou a uma melhora significativa e importante, tanto no distúrbio do sono quanto no tratamento da asma, mas não existem estudos encontrados que afirmem essa melhora em pacientes apenas asmático sem a AOS.

Ft. Tatiane C. Teodoro

Especialista de Produtos

Santa Catarina Oxigênio

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Apnéia Obstrutiva do Sono X Obesidade


A obesidade tem alta prevalência na população geral gerando custos econômicos para a sociedade e os indivíduos obesos apresentam risco maior de desenvolver a Diabetes Mellitus, doenças cardiovasculares, dislipidemia e outras doenças crônicas como a Apnéia Obstrutiva do Sono.

A Apnéia Obstrutiva do Sono tem forte associação com a obesidade, com prevalência variando de 40 a 70% e cerca de 60% dos adultos com IMC (Índice de Massa Corpórea) acima de 28 têm quadro de Apnéia Obstrutiva do Sono. Esses pacientes têm distribuição central da gordura predominante, com pescoço curto e grosso, refletindo uma via aérea superior estreitada por deposição de gordura em suas paredes. Tipicamente roncam, têm sonolência diurna excessiva, memória fraca e irritabilidade, que refletem a incapacidade rotineira de ter um sono reparador, além de alta morbi-mortalidade cardiovascular com riscos a curto prazo, como arritmias noturnas e morte súbita. E a médio prazo podem apresentar hipertensão pulmonar e arterial sistêmica. Dormir para os indivíduos com peso aumentado passa a ser uma situação de risco, em que a fisiologia respiratória fica alterada, comprometendo a mecânica respiratória, o controle da respiração e, sobretudo as trocas gasosas.

O diagnóstico e tratamento correto desta associação entre Obesidade e Apnéia Obstrutiva do Sono requerem o envolvimento de uma equipe multidisciplinar.

Ft. Regiane Micai Blasques

Gerente de Novos Negócios do Sono

Santa Catarina Oxigênio